One day in the infinite

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Estou de volta, sei que nunca parti e hoje estou de volta sem nunca vos ter deixado. Não seria possível pois somos todos um só neste universo infinito. Nesta criação divina.

Já te disse o quanto amo viver?

Já te falei o quanto o meu coração ressoa com todos os corações que habitam este planeta?

Já te disse o quanto anseio por um mundo melhor?

Hoje voltei, sem nunca ter partido, pois ainda me encontro no infinito. Como tu. Como todos nós. Partilhamos este espaço comum, partilhamos a mesma casa, somos da mesma família e vivemos sob o mesmo amor.

Quero dizer-te que estou esperançosa. Imagino vezes e vezes sem conta o quão digna pode ser a nossa existência se cuidarmos melhor de nós mesmos e do nosso espaço comum. Procuro ser amorosa, cuidadora de mim. Sim, amar-me intensamente, suavemente, totalmente. E amo-me como sou, assim mesmo, imperfeita no reino da mais suprema perfeição.

E tu? Como vais nesta jornada? Conta-me como te sentes, o que diz o teu coração. Quando me vires, vem até mim e diz-me ao ouvido o que te vai na alma, o amor que sentes por ti, pela vida, pelos teus irmão e irmãos humanos e todos os outros. Diz-me, não deixes de o fazer, partilha a tua bênção comigo, serei ainda mais rica e plena por te ouvir e ter ao meu lado.

Quando me vires podes descansar no meu abraço. Prometo que não te apertarei demasiado, não afixarei as tuas palavras, não esmagarei os teus passos. Vem que podes descansar no meu ombro, dar-te-ei alento, paz, conforto. Saberei ouvir-te. Sim, aqui estás seguro. Aqui repousarás no meu infinito que tocará o teu, nesse encontro de um gesto só.

Poderemos dar as mãos e seguir nossos caminhos juntos, por um pouco, ou mais algum tempo. Não precisamos de definir agora, basta apareceres e logo saberemos. Se for o caso de nos encontrarmos para repousarmos apenas num momento no amor perfeito da nossa vibração, saberemos com um sorriso estampado que bastará para que a nossa caminhada seja mais leve e compreendida. E poderemos seguir caminhos diferentes, olhando a distância física a aumentar, juntos na empatia do nosso encontro.

Chamaremos de amigo um ao outro. Amigo. Irmão.

Sentiremos a Boaventura. E virá um sabor doce ao nosso paladar, um sabor de mais amor que emana do nosso coração que cresceu e se expandiu com o (re)conhecimento do nosso ser reflectido no outro.

Obrigada por existires, obrigada por seres tão finito no infinito como eu, e infinito no finito momento em que nos cruzámos.

Tu e eu somos Um.

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